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“Gonzaga – De Pai pra Filho”: a emocionante história do Rei do Baião


Quase um mês e meio depois da estreia do filme “Gonzaga – De Pai pra Filho”, no dia 26 de outubro de 2012, ano do centenário de Gonzaga, uma sala de cinema praticamente cheia reflete que a história do rei do baião reverberou com o público.

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O longa do diretor Breno Silveira, que também dirigiu um dos maiores sucessos do cinema brasileiro “Dois Filhos de Francisco”, já ultrapassou a marca de um milhão de espectadores. Ele aborda uma temática similar à de “Dois Filhos”: ambos com origem no nordeste, contam sobre as mazelas do sertão e sobre a delicadeza das relações humanas, principalmente as entre pai e filho, que nesta obra fala sobre como passaram anos brigados.
Mas desta vez, quem conta a história é o filho de Gonzaga, o artista também famoso Gonzaguinha. Saiba mais

“Questionar”, verbo intransitivo


Capas do disco "The Fame", de Lady Gaga e do single "In My Arms", de Kylie Minogue. Preciso dizer algo? (Créditos: http://itsnotjoseph.blogspot.com/)

Há cerca de dois anos, venho sendo confrontado com uma questão: “Como eu, jovem e homossexual que sou, posso não engrossar as intermináveis fileiras de fãs da cantora Lady Gaga?”. E, mais do que isso, “como posso juntar-me a tantos heterossexuais em sua adoração pela banda alemã de rock pesado Rammstein?”. Bem, diante de tanto espanto, acho que finalmente consegui reunir em palavras as razões pelas quais nunca me empolguei com o trabalho de Lady Gaga. Gostaria, então, de encerrar esse assunto que tanto me persegue.

Para fins de ilustração, gostaria de relembrar um evento que se passou seis anos atrás, quando ainda cursava o ensino médio. Àquela época, os alunos de minha escola receberam uma tarefa especial: cada classe devia montar um desfile de moda criativo e ousado e apresentá-lo aos demais colegas. Um dos desfiles, cujo tema era a mudança da moda e dos costumes ao longo do tempo, encerrou-se com a representação do que os alunos consideravam um “casamento do futuro”, no qual a noiva trajava vestido branco, veu e grinalda e era acompanhada de um “noivo” do sexo feminino, exibindo uma roupa bastante cavada e sensual. No mesmo dia, vi um dos integrantes da sala expressar seu orgulho por fazer parte de um grupo tão moderno e tolerante. No entanto, meses depois, um aluno dessa sala contataria a diretora, comunicando sua saída da escola. O motivo? Ele estaria sendo alvo de discriminação e perseguição devido a sua homossexualidade…

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Em Júpiter, a transa é outra.


A capa do álbum Transa, de Caetano Veloso.

Ouvi You don’t know me, do Caetano, pela primeira vez, por meio de uma amiga que me indicou a música. À princípio o título me pareceu bastante pretensioso, até ingênuo de certo modo porque todas as pessoas que até hoje me disseram essa frase (seja em inglês ou em português e, okay, não foram tantas) eram bastante previsíveis ao contrário do que imaginavam. Logo de cara a música me impressionou pela levada lenta, quase uma balada, e me lembrou dos tempos do teatro e dessas músicas que tendem ao relaxamento de atores. Show me from behind the wall, cantava Caetano, quase como um pedido. À princípio nem identifiquei de que época era a música – ela me pareceu bastante atemporal, cabia em qualquer álbum do Caetano e, realmente, foi regravada diversas vezes, inclusive no recente (2005). Mais pro finalzinho da música, entretanto, uma voz feminina surge e diz: já temos um passado, meu amor, um violão guardado, aquela flor, um trechinho de Nostalgia, imortalizada pela voz de Gal Costa em Gal Total (1979). Saiba mais

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