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“Gonzaga – De Pai pra Filho”: a emocionante história do Rei do Baião


Quase um mês e meio depois da estreia do filme “Gonzaga – De Pai pra Filho”, no dia 26 de outubro de 2012, ano do centenário de Gonzaga, uma sala de cinema praticamente cheia reflete que a história do rei do baião reverberou com o público.

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O longa do diretor Breno Silveira, que também dirigiu um dos maiores sucessos do cinema brasileiro “Dois Filhos de Francisco”, já ultrapassou a marca de um milhão de espectadores. Ele aborda uma temática similar à de “Dois Filhos”: ambos com origem no nordeste, contam sobre as mazelas do sertão e sobre a delicadeza das relações humanas, principalmente as entre pai e filho, que nesta obra fala sobre como passaram anos brigados.
Mas desta vez, quem conta a história é o filho de Gonzaga, o artista também famoso Gonzaguinha. Saiba mais

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Cinema, pipocas e…. tênis?


João Moro

Neste domingo (03/07/2011) a rede Cinemark promoveu interessante iniciativa com o intuito de atingir um público mais específico que os espectadores de filmes, e transmitiu ao vivo e em 3D a final do Torneio de Wimbledon de tênis. A transmissão ocorreu em seis praças por todo o Brasil: São Paulo, Alphaville/Tamboré, Campinas, Rio de Janeiro, Niterói e Brasília.

O slogan da empresa foi válido neste último domingo

Essa não foi a primeira ação do gênero que os cinemas brasileiros realizaram. O próprio Cinemark transmitiu há algumas semanas a final da Uefa Champions League entre Manchester United e Barcelona, além de dois jogos da Copa do Mundo de 2010 – todos em três dimensões.

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Very Important Problems


Cartaz do filme "VIPs" (2011)

ATENÇÃO! SE VOCÊ AINDA NÃO ASSISTIU AO FILME “VIPs”, HÁ SPOILERS!

Parcialmente baseado em uma história real, o filme “VIPs”, de Toniko Melo, conta a história de Marcelo, um cara que poderia (e talvez até conseguiria) ser eu ou você: persegue um sonho, tem certas dificuldades de relacionamento com os pais e não consegue se aceitar. Mas, como diria Caetano, de perto, ninguém é normal. Graças ao argumento muito bem construído e à atuação de Wagner Moura, o longa nos conta um pouco mais sobre identidade, esquizofrenia e aparências.

É certo que Marcelo procura sua personalidade, mas na verdade o que ele mais faz ao buscá-la é se esconder: não é por acaso que o filme mostra o carnaval de Recife e suas máscaras. Ele se esconde atrás das diversas faces que assume, atrás de suas alucinações, atrás de seu passado, atrás de seus sonhos futuros e, principalmente, atrás das mentiras que conta para si mesmo. Ao longo do filme, a questão profundo/superficial é explorada de diversas maneiras: desde o recurso de câmera que mostra o interior de uma piscina e sua superfície até a técnica narrativa de inserir uma foto da mãe do protagonista dobrada para esconder o verdadeiro contexto em que a imagem foi registrada.

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Rise and fall of Bruna Little Surfer


De antemão, peço desculpas por esse título. Ainda assim, é exatamente isso que Bruna Surfistinha mostra. O filme, baseado na autobiografia O Doce Veneno do Escorpião, delineia a vida e carreira da mais famosa garota de programa que o Brasil já conheceu.

Quer dizer, eu (pelo menos) nunca ouvi falar tanto de outra… Foi em meados de 2006 que Bruna alcançou fama nacional, graças à popularidade alcançada pelo seu blog. Neste blog, ela descrevia, sem inibições, suas experiências como prostituta. Na realidade, pode-se garantir que Bruna ficou famosa por publicar o que tantos gostariam de saber, sem ter pra quem (ou como) perguntar.

O filme inicia-se com os seus últimos momentos de vida familiar. Não se explica claramente como Raquel Pacheco se transforma em Bruna Surfistinha. Raquel foi adotada por uma família que tinha plenas condições de criá-la bem. Estudou em bons colégios particulares e sempre teve tudo de melhor a seu alcance. Aparentemente, nunca passou fome, foi abusada sexualmente ou coisa do tipo.

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RAF e Guerra Fria


Cartaz de procura de 1972, que trazia a foto de alguns dos membros do RAF

Quando se pensa na efeverscência política e cultural dos anos 1960 e 1970, é comum lembrar dos episódios de Maio de 1968 em Paris e da Primavera de Praga. Na Alemanha, o grupo Baader-Meinhof (ou Fração do Exército Vermelho, tradução para a sigla alemã RAF) foi uma organização de extrema esquerda que bombardeou (com o perdão do trocadilho) a segurança política da próspera Alemanha Ocidental, causando tal distúrbio que, em 1977, uma verdadeira crise institucional ameaçava o governo.

Filmes para aprofundar a discussão:
* O grupo Baader Meinhof (2008)
* A honra perdida de Katharina Blum (1975)
* Os anos de chumbo (1980)

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Candura


Cena do filme "A fita branca" (2009)

ATENÇÃO! SE VOCÊ AINDA NÃO ASSISTIU AO FILME “A FITA BRANCA”, HÁ SPOILERS!

Em 1910, Freud escreve: “É facílima de explicar a razão por que a maioria dos homens (…) nada querem saber da vida sexual da criança. Sob o peso da educação e da civilização, esqueceram a atividade sexual infantil e não desejam agora relembrar aquilo que já estava reprimido”. O filme “A fita branca” se passa na mesma época em que a psicanálise começava a incomodar: uma época em que a euforia pelo progresso do início do século mascarava o mal-estar social que viria a explodir na forma da I Guerra Mundial. O longa-metragem de Michael Haneke, formado em Psicologia, Filosofia e Teatro, traz à tona muitas questões que perturbam o espectador; o drama de Nina, em “Cisne Negro”, parece ingênuo perto da angústia vivida por toda a pequena aldeia.

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Patinho Feio


Cena do filme "Cisne Negro" (2010)

ATENÇÃO! SE VOCÊ AINDA NÃO ASSISTIU AO FILME “CISNE NEGRO”, HÁ SPOILERS!

“Cisne Negro” foi, para mim, mais do que um drama envolvente de excelente qualidade artística: também serviu como revisão de inúmeros conceitos que aprendi ao longo de minhas aulas de psicanálise freudiana. A análise da angústia de Nina nos permite entender não apenas seu caso específico, como também explicitar mecanismos presentes em todos nós e, até mesmo, aprofundar certas discussões apresentadas no filme.

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Entre uma pedra e uma pergunta dura de responder


ATENÇÃO! SE VOCÊ AINDA NÃO ASSISTIU AO FILME, HÁ SPOILERS!

É necessário coragem para assistir ao novo filme de David Boyle “127 horas”. Não apenas para aguentar de olhos abertos as impressionantes cenas em que ele decide beber a sua urina ou cortar o próprio braço para sobreviver. Mas sim para responder a questão que permeia o filme: “Até onde você iria para manter-se vivo?”

127 horas preso a uma rocha pelo braço direito.A narrativa que se desdobra a partir das horas que se seguem ao acidente são o enredo do filme homônimo

A história verídica do alpinista americano Aron Ralston, que, enquanto escalava o canyon Blue John, em Utah, teve o braço direito esmagado por uma rocha e, preso a ela, ficou  impossibilitado de soltar-se por cinco dias. Os espectadores do filme assistem agoniados a passagem do tempo e o insucesso nas tentativas de se desprender do monolito.

Porém, o mais intrigante do filme não é descobrir se ele sobreviverá às péssimas condições, à debilidade causada pela falta de comida ou pela perda de sangue quando se perfura com um canivete cego.

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O incômodo do ‘Cisne Negro’


Sim, porque o filme incomoda. Não achei palavra melhor para designar a sensação de dúvida, estranhamento e identificação vivenciada ao vê-lo no cinema. Vá lá assistir para saber do que estou falando ou admita-se como insensível se você não concorda. Nada de loura angelical, nem morena tentadora, como pregou durante tanto tempo a literatura. Já era o maniqueísmo dos contos-de-fadas, o mocinho contra o vilão. E está aí o drama psicológico ‘Cisne Negro’, que estreou em 4 de fevereiro nos cinemas, para não nos deixar mentir.

No longa, a protagonista Natalie Portman encarna com genialidade o papel de uma moça ‘certinha’ que precisa encontrar sua versão ‘malvada’, por assim dizer, para realizar um grande sonho. Para tal transposição entre Natalies, o longa abusa de metáforas e imagens já desgastadas, como o branco e preto, a gêmea do mal e a do bem. A sensação de realidade experimentada talvez venha do fato de ser o balé (e a ideia de dedicação que o envolve) o plano de fundo para a criação do ‘lado B’ da personagem.

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