Do lado de cá


Inicialmente postado em Meu Copo de Café.

Acho que vivo em um outro mundo. É que quando li nos jornais hoje e quando vi nos canais de TV e internet ontem, tive a impressão de que um espetáculo foi feito na USP, ao raiar do dia. Nas palavras dos jornais, foi uma “megaoperação”: 400 policiais do Choque (numa proporção de quase seis policiais para cada estudante que estava na reitoria), policiais do COE (Comando de Operações Especiais), cavalaria, 20 viaturas, helicópteros. Não entendi quando mostraram os policiais arrombando as portas e depois, mostrando os batentes quebrados, os apresentadores falando que os estudantes tinham feito tudo aquilo. Não entendi porque criminalizar o Movimento Estudantil. Não entendi a comemoração.

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Novas regras e coletivos artísticos são destaques no quarto A (p)Arte da Vez


Para Agência Universitária de Notícias e reproduzido em Meu Copo de Café

Próxima quarta-feira (28), às 20 horas, o Teatro da USP (Tusp) lança a quarta edição da revista aParte, publicação de debates teatrais. Acompanhando o lançamento, haverá a quarta edição da A (p)Arte da Vez, uma assembleia de manifestações artísticas. A primeira edição, ocorrida em dezembro do ano passado, foi tida pela crítica como o acontecimento teatral do ano. De acordo com Ferdinando Martins, vice-diretor do Tusp, a opção por unir os eventos se dá para que “o lançamento da revista seja não-tradicional”.

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A Bolha


Para Meu Copo de Café

Não tivesse morrido em 1956, poderia-se facilmente confundir Bertold Brecht como autor da peça Este Lado Para Cima – Isto Não É Um Espetáculo, da Brava Companhia. A comparação é inevitável e flagrante.

Foto: Divulgação FIT-Rio Preto

O épico conta a história da formação de uma cidade qualquer desde o seu começo, com a desapropriação de ninguém pelo progresso. Aos olhos do público, espalhado pela rua, vão se desenrolando cenas cheias de críticas ácidas à sociedade espetáculo-consumista – e aí o sub-título da peça ganha uma força irônica tremenda.

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Skype na Microsoft: e agora?


Foi anunciada hoje a compra do Skype pela Microsoft por US$ 8,5 bilhões. O Skype, serviço de telefonia por Ip (VoIP) tem cerca de 660 milhões de usuários ao redor do mundo. Sua principal vantagem é a redução drástica (quando não sai de graça) do custo do telefonema. Para se ter uma idéia, uma ligação de um minuto de fixo para fixo entre uma cidade de São Paulo e outra o Rio de Janeiro sai por cerca de R$ 0,69. Já usando o Skype a mesma ligação sai por R$ 0,10. Uma economia de 86%.

A Microsoft vem se esforçando há muito para emplacar o Windows Phone, sistema operacional para smarphones. Até agora não fez nem cócegas no Symbian ou no Android, concorrentes diretos – que dirá no IPhone. Sua estratégia com essa compra, ao que tudo indica, é embarcar o Skype no Windows Phone e fechar o programa – ou seja, restrigir o uso apenas a usuários do Windows Phone. Isso para forçar pelo menos parte dos usuários do Skype a comprarem smartphones com seu sistema operacional.

Com esta manobra a Microsoft conseguirá se firmar de vez no mercado de telefonia? Com certeza ela terá seu mercado expandido, mas o produto que ela oferece ainda está longe de ter a qualidade e o apelo que o IPhone tem, por exemplo. De qualquer forma, é bom ficar de olho, nos próximos meses, no que virá por aí no mercado de telefonia móvel.

(In)Comunicáveis


Postado inicialmente em Meu Copo de Café

O dia começa como qualquer outro. Encastelados em seus biombos, cada qual olha fixo para a tela do computador – nem sempre desempenhando as atividades previstas no contrato. Quase nunca desconectados de redes sociais. Uma típica redação de agências de notícias de órgão público.

O silêncio quase sepulcral é cortado, vez ou outra, por bons dias e comentários fubetolísticos devidamente fundamentados na última rodada do campeonato. Ao longe, vê-se os tipos facilmente reconhecíveis. A mulher de meia idade distribuindo seu charme aos quatro cantos do andar. O boa pinta que desperta risos femininos. Os já conhecidos boleiros. E, de lá pra cá, as moças do café.

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Bons sonhos

Na contramão


O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), e sua equipe divulgaram um plano para melhorar o tráfego… de carros. Um plano sem prazo nem previsão de custos. A justificativa? Reduzir congestionamentos e melhorar a qualidade do ar.

Insensatez é palavra mais razoável para isso tudo. O projeto se baseia em anéis concêntricos de vias expressas por toda a Grande São Paulo. Para que saia do papel, mudanças devem ser feitas na malha viária paulistana – algumas estão em andamento. Entre elas: a criação de mais faixas e a construção de pontes, viadutos e túneis. Ninguém precisa cursar Economia para perceber que o custo disto tudo será alto, muito alto. Isso sem contar com o aumento da impermeabilização do solo.

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