Arquivos Mensais: setembro 2011

O que é longevidade?


Texto em homenagem àqueles que amo e que muito me ensinam até hoje: meus exemplos de vida, meus avós

 

Ele levanta às cinco da manhã todos os dias. Ela, não passa das oito. A tradicional ida à Capela do Alto – meia hora ida e volta de carro – para buscar o pão fresquinho. As tarefas de casa não os deixam parar por um minuto: limpar a piscina – mesmo no frio -, lavar as roupas e o barro do quintal, podar as plantas, consertar algo. E logo vem a preocupação com o almoço. Antes disso, para ele, uma cervejinha na santa paz daquele sítio. Ela já está no fogão. Ele vai também para o dele. É feijoada, lasanha, linguiça que ele mesmo faz, nhoque, torta de berinjela, bife a rolê – feitos sem o uso de palitos de dente -, tudo acompanhado pelo bom e velho arroz-feijão. Ambos com a “mão na massa” e logo a comida está servida com fartura e opção na mesa. Ninguém come pouco, afinal, décadas de prática na cozinha fazem a diferença. Mas ele maneira, lembra do câncer de intestino vencido há pouco. Saiba mais

Novas regras e coletivos artísticos são destaques no quarto A (p)Arte da Vez


Para Agência Universitária de Notícias e reproduzido em Meu Copo de Café

Próxima quarta-feira (28), às 20 horas, o Teatro da USP (Tusp) lança a quarta edição da revista aParte, publicação de debates teatrais. Acompanhando o lançamento, haverá a quarta edição da A (p)Arte da Vez, uma assembleia de manifestações artísticas. A primeira edição, ocorrida em dezembro do ano passado, foi tida pela crítica como o acontecimento teatral do ano. De acordo com Ferdinando Martins, vice-diretor do Tusp, a opção por unir os eventos se dá para que “o lançamento da revista seja não-tradicional”.

Saiba mais

Fale com ela – um drama amoral em um ato e meio


(texto escrito quando eu estava no primeiro colegial. Achei recentemente)

Ele era novo na escola e odiava aquela estátua estúpida. Estava perdido, dentro de poucos minutos entraria na segunda série do primário, era tímido, não conhecia ninguém, nem professor, nem aluno, nem tia da cantina para perguntar onde diabos ficava a sala 12 e aquela estátua imbecil (mais tarde aprenderia que o nome correto para aquilo era busto, mas enfim) parecia zombar da cara dele, pois não importava o quanto ele andasse: sempre acabava dando de cara com aquele homem sério inútil.

                Já ia perdendo as esperanças quando ele a viu. Não a sala (na verdade, a sala estava logo atrás, mas ele nem a notou), mas ela. Não sabia dizer se era seu cabelo, sua mochila legal do Pateta (finalmente uma garota que não tinha uma da Barbie!) ou o fato de que ela estava tão concentrada colando figurinhas no seu álbum da Copa do Mundo de 94 (!!!) que nem reparou no menino gordinho que a observava de olhos arregalados, mas ele soube, com a certeza das coisas simples e maravilhosas, que ela era ela. Saiba mais

O que incomoda tanto?


Cem homens em um ano

É o número?  O fato de ela ser mulher? É o sexo? Por que Letícia Fernandez, pseudônimo de uma jornalista que registra suas experiências sexuais no blog  “Cem Homens”, incomoda tanto?

A ideia de escrever sobre seus encontros surgiu de uma brincadeira, segundo a própria Letícia, que no início do ano decidiu que queria “fazer muito sexo”. A jornalista de 30 anos estabeleceu para si a meta de transar com cem homens em um ano e registrar os acontecimentos no site. Começou hospedando o endereço no portal da revista Nova, com o nome “Cem homens em um ano”, onde se tornou popular e polêmico. Quando a repercussão do site cresceu e evoluiu para proporções não imaginadas pela jornalista, o blog foi desvinculado da Nova e ela migrou para o outro URL, sob o nome de “Cem Homens”.

Tornou-se conhecida por sua iniciativa ousada e foi entrevistada por publicações como a Época e a Playboy. “Sempre fiz sexo casual, isto não é uma novidade para mim”, disse a blogueira. Ela conta que, quando ainda estava com a Nova, muitas mulheres escreviam para ela dizendo que se identificavam com algumas situações narradas nos posts ou mesmo para demonstrar apoio ou admiração por sua extroversão ao falar de um tema tabu.

Porém,  junto com a “fama” veio também a “intolerância” das pessoas. Quando se cogitou que ela poderia ser nordestina (na reportagem da Época o jornalista escreveu que ela tinha um forte sotaque nordestino, mas ela não revela sua origem), comentários preconceituosos e maliciosos inundaram a caixa de emails de Letícia com coisas do tipo: “Se amarra em um pau de jegue e volta pro nordeste”  e daí para baixo.   Saiba mais

%d blogueiros gostam disto: