Paradoxos do poder


Povos indígenas ainda sofrem com a invasão de suas terras por grileiros; paradoxalmente, movimentos sociais no campo são acusados de invadir terras que não produzem nada.

Uma propriedade para ser considerada privada não pode estar ociosa, precisa respeitar as leis trabalhistas e ambientais e não pode estar cultivando drogas ilícitas. De acordo com essa definição de propriedade privada, grande parte das terras do norte e nordeste do país podem e devem ser consideradas terras públicas – boa parte dessas, entretanto, vem sendo griladas e já tramitam no congresso medidas provisórias que visam torná-las legais.

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Hit the road, Jack


Jack Kerouac, autor de On the road

“Tudo na vida é um país estrangeiro”, alega Jack Kerouac em On the Road e talvez seja por causa de frases como essa que seu livro é considerado a biblia hippie de muitas pessoas. A geração beat começou para mim com O uivo de Allen Ginsberg, livro-poema recitado por ele na Six-Gallery, em 1956, e que lhe rendeu um processo da União por obscenidade. Entretanto, só fui entender essa geração em sua essência com Jack Kerouac – On the road era, para mim, um daqueles livros que mantemos em nossas listas de “próximas leituras” eternamente, e assim o seria caso um amigo meu  não o tivesse comprado e, ao desistir de ler, me emprestado. Saiba mais

Em Júpiter, a transa é outra.


A capa do álbum Transa, de Caetano Veloso.

Ouvi You don’t know me, do Caetano, pela primeira vez, por meio de uma amiga que me indicou a música. À princípio o título me pareceu bastante pretensioso, até ingênuo de certo modo porque todas as pessoas que até hoje me disseram essa frase (seja em inglês ou em português e, okay, não foram tantas) eram bastante previsíveis ao contrário do que imaginavam. Logo de cara a música me impressionou pela levada lenta, quase uma balada, e me lembrou dos tempos do teatro e dessas músicas que tendem ao relaxamento de atores. Show me from behind the wall, cantava Caetano, quase como um pedido. À princípio nem identifiquei de que época era a música – ela me pareceu bastante atemporal, cabia em qualquer álbum do Caetano e, realmente, foi regravada diversas vezes, inclusive no recente (2005). Mais pro finalzinho da música, entretanto, uma voz feminina surge e diz: já temos um passado, meu amor, um violão guardado, aquela flor, um trechinho de Nostalgia, imortalizada pela voz de Gal Costa em Gal Total (1979). Saiba mais

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