Long live rock’n'roll


Mais um show de rock. Mais uma multidão. Mais horas de fila e espera.

Primeiro festival de música da minha vida. Típico da cultura norte-americana (que originou o Lollapalooza e tantos outros ), os festivais vem tomado cada vez mais espaço no Brasil. Apesar da presença de bandas como Joan Jett and the Blackhearts, O Rappa e Marcelo Nova (coroa que inspirou tantas bandas do cenário nacional de hoje e que fez um show repleto de rock barulhento e de ironia corrosiva), o quinteto de Chicago era, sem dúvida, a atração mais aguardada da noite. Saiba mais

Olhos verdes difíceis de injuriar


As luzes se apagam. Alguns focos de luz iluminam o palco. Ele entra, discreto, de blusa e calça pretas. O som começa, o violão dá seus primeiros acordes. “Boa noite”, diz, sorrindo.

Acompanhado por uma banda maravilhosa e iluminação belíssima, os olhos-verdes-mais-famosos-do-Brasil começam a apresentação. Ao término da primeira música, ouço os primeiros assobios e “LINDOOOO” da noite. Na timidez que me já parece usual, não me deixo zangar com os poucas falas trocadas com o público. Ele sorri, agradece e inicia a próxima canção.

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Mulher é naturalmente nada


Mais um 8 de Março. Mais um dia em que floriculturas devem ter faturado acima do comum com os que , para comemorar o Dia Internacional da Mulher, comprou uma rosa para dar à esposa, namorada, irmã, mãe, amiga e tantas outras categorias.

Ao longo do dia, recebi alguns “parabéns”. Em todos eles, SEM EXCEÇÃO, titubeei e perguntei: “Parabéns por que?” Em três ocasiões, não lembrei que as pessoas me congratulavam por estarmos no dia 8 de Março. E, para falar bem a verdade, apesar de compreender por que algumas pessoas me cumprimentaram, acho estranho dar os “parabéns” no dia de hoje – que, antes de ser dia de festa, é dia de luta e reflexão.

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Secrataria Municipal de Transporte dispensa verba de R$15 milhões


Emenda orçamentária seria destinada à criação do Plano de Mobilidade Urbana da cidade e do Conselho Municipal de Transportes

Alessandra Goes Alves

Uma verba de 15 milhões de reais, destinada para a Secretaria Municipal de Transportes de São Paulo, permaneceu ociosa durante o ano passado. O dinheiro foi aprovado pela Câmara Municipal e deveria ter sido destinado à criação do Plano de Mobilidade da cidade.

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Reintegração de posse prende 9 estudantes da USP


Por volta das 6h da manhã de ontem (19/2), a Polícia Militar executou o mandado de reintegração de posse do Bloco G do Conjunto Residencial da USP (Crusp). Ao total, as doze pessoas que se encontravam no prédio foram detidas, sendo nove delas estudantes da Universidade. Os detidos foram encaminhados ao 14º Distrito Policial, em Pinheiros. Saiba mais

Não se esqueça: estamos falando de gente


Quinta-feira. Centro de São Paulo. Dia nublado. Do céu, desce uma garoa fina que acinzenta ainda mais a paisagem. Após ir ao Memorial da Resistência, na Estação Pinacoteca, um incômodo me invade. Uma vontade que, há tempos me acompanha, emerge. Na saída do Memorial, meu amigo vira para mim e diz estar com a garganta seca. “Vamos tomar um suco?“. Aceito. Mas, antes de sentar em alguma padaria, pergunto: “Vamos à Cracolândia?”. Saiba mais

Do lado de cá


Inicialmente postado em Meu Copo de Café.

Acho que vivo em um outro mundo. É que quando li nos jornais hoje e quando vi nos canais de TV e internet ontem, tive a impressão de que um espetáculo foi feito na USP, ao raiar do dia. Nas palavras dos jornais, foi uma “megaoperação”: 400 policiais do Choque (numa proporção de quase seis policiais para cada estudante que estava na reitoria), policiais do COE (Comando de Operações Especiais), cavalaria, 20 viaturas, helicópteros. Não entendi quando mostraram os policiais arrombando as portas e depois, mostrando os batentes quebrados, os apresentadores falando que os estudantes tinham feito tudo aquilo. Não entendi porque criminalizar o Movimento Estudantil. Não entendi a comemoração.

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Os ecos de Seattle na minha memória


Chego sozinha, ao bom e velho Cícero Pompeu de Toledo. Vê camisetas e amantes do rock andando, em procissão. Cabeludos, barbudos; cavanhaques, unhas vermelhas; meia-idades e moleques. Procuro o meu portão. Entro. Converso com um grupo, mudo de lugar e encontro outra moça que,tbm sozinha, decidiu ver Pearl Jam de qualquer maneira. As luzes se apagam. Os gritos começam. E, junto com, um dos shows mais sensacionais de que tenho lembranças.

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Sobre o direito de falar e o dever de ouvir


“Oi, boa noite.

Meu nome é Alessandra e sou aluna do segundo ano de jornalismo.

Pelas falas de hoje, acho que a maioria das pessoas aqui é contra a PM no Campus.

Acho que, para uma mídia que generaliza e superficializa o debate, não podemos dar respostas também superficiais. Só dizer ‘Fora PM do Campus’ não adianta. A sociedade quer respostas. Acredito que tem gente que é a favor da PM aqui porque não vê outra maneira de resolver o problema de segurança no campus. Saiba mais

Uma reflexão sem a pretensão de ser uma verdade absoluta


O que eu penso sobre o confronto com a PM na Cidade Universitária como estudante da USP, moradora de SP  e cidadã

Sou a favor da segurança no Campus;  mas sou contra a presença ostensiva da PM

Sou a favor do direito à manifestação livre;  mas não sou a favor da agressividade utilizada por ambos os lados (com pesos diferentes)

Sou a favor do diálogo no ambiente universitário; mas não sou a favor do quebra-quebra e pancadaria gratuita.

Agora vamos por partes. Saiba mais

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